sábado, 31 de maio de 2008

Destruiram a Estação de Alhos Vedros



A Estação dos Comboios de Alhos Vedros mais o Armazém e as Casas de Habitação que lhe eram contíguas foram ontem destruídas. A REFER EP (Rede Ferroviária de Portugal - Empresa Pública) e a Câmara Municipal da Moita acusam-se entre si para ver quem fica com a maior parte da responsabilidade neste processo. A população de Alhos Vedros viu, mais uma vez, ser-lhe subtraída uma parte significativa da sua rica História e do seu Património.

Luis Santos

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Nova Águia: Lançamento em Lisboa


31 de Maio - 17h00: Palácio Pombal (Rua do Alecrim, 70)
Apresentação de Pinharanda Gomes e Miguel Real

Na ocasião, será igualmente apresentada, por Jorge Telles de Menezes, a obra "A cada instante estamos a tempo de nunca haver nascido", de Paulo Borges (colecção NOVA ÁGUIA)

Lista completa de lançamentos: www.novaaguia.blogspot.com
FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia
Para mais informações: 967044286

domingo, 25 de maio de 2008


"Eu também gosto muito do Pessoa e da Ana Moura. De tal forma que até acho que a Confraria da Liberdade devia pressionar o pelouro da Cultura da Câmara a trazê-la ao Fórum José Manuel Figueiredo. É que nem me parece ser muito difícil...

E se a própria Confraria da Liberdade organizasse um espectáculo com a Ana Moura?"
(...)
lcs

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Fernando Pessoa decidiu-me!



Continua a ser uma questão polémica, mas a uniformização gráfica da língua portuguesa, tudo o indica, será uma realidade dentro de seis anos.
Pela minha parte, não conseguia decidir o que seria melhor: ouvia um professor, concordava com ele, ouvia um doutor, idem, idem, aspas...
Sabia lá se era melhor escrever com 23 ou 26 letras (23+k,w.y)? Se era mais quente um Agosto do que um agosto ? Seria mais correcto escrever correto? Mais sábio um académico do que um acadêmico? O meu fim-de-semana, porventura, perderia valor se não passasse de um simples fim de semana?
Até que li as palavras de Fernando Pessoa (esse mesmo!), quando do acordo ortográfico de 1911, entre a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia de Letras do Brasil.
“Sendo a palavra escrita um produto da cultura, um indivíduo tem o direito de adoptar o que quiser...
É da essência da cultura, que consiste precisamente em estabelecer a confusão intelectual, em obrigar a pensar por meio do conflito de doutrinas.”
Fiat lux!
Vai ser conforme me apetecer, que é o que eu faço com a minha pintura!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Querem destruir a Estação!

foto Campino

Amigos
Acabámos de saber que amanhã dia 21 de Maio será o último dia de existência da velha estação de combóios de Alhos Vedros.
Mesmo sabendo que não se trata de um edifício com grande importância arquitectónica, mas tem um grande simbolismo, para várias gerações, que daqui partiram e chegaram todos os dias.
O edifício ainda está em muito bom estado de conservação, e talvez pudesse ser ali dinamizado um espaço cultural, onde por exemplo a CACAV poderia dar um bom contributo. Talvez uma galeria de artes ... ou uma outra ideia qualquer.
Mas não! Quem decidiu apenas pensou em arrasar o edifício, talvez esse alguém que nunca veio a Alhos Vedros.

É com grande indignação que partilhamos esta notícia connvosco.

A Direcção da CACAV

(mensagem publicada por Luis Carlos)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

sábado, 3 de maio de 2008

"Nova Águia" - Vídeo RTP da Conferência de Imprensa

NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI
http://www.novaaguia.blogspot.com

RTP Informação - Vídeo do seu interesse:
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=343413&headline=98&visual=25&tema=32

Já foi apresentada a "Nova Águia", uma revista de cultura do século XXI que vai estar à venda a partir de dia 19. O lançamento desta Revista, em Alhos Vedros, será feito no dia 4 de Julho.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Alhos Vedros: Uma Vila com História

Alhos Vedros na Expansão Portuguesa

(...)
A conquista de Ceuta, projecto que fazia parte das intenções do monarca (D. João I) desde pelo menos 1410(...).

A morte da Rainha Dona Filipa de Lencastre em Odivelas a 18 de Julho de 1415, em consequência de um surto de peste que assolou Portugal durante os anos de 1414-1416, com particular incidência na cidade de Lisboa, veio ensombrar a iniciativa. D. João I, seu marido, retirou-se para Alhos Vedros. O monarca tentava, desta forma, afastar-se do pesado ambiente familiar, próprio das circunstâncias, (e provavelmente dos contágios, mais frequentes na capital) para recuperar de tão funesto acontecimento. Estava acompanhado pelo conde de Barcelos, seu filho ilegítimo, e por Gomes Martins de Lemos.

Os infantes encontravam-se no restelo. Preocupados, decidem contactar seu pai, embarcando em batéis pouco depois da meia noite, chegando pela madrugada a Alhos Vedros, onde o encontraram "muy anoiado e vestido de panos timtos". A questão era saber a opinião do monarca acerca da iniciativa que iria marcar historicamente a expansão europeia: a conquista de Ceuta. D. João, muito debilitado, encarregou D. Duarte e seus irmãos, de reunir com os restantes elementos do Conselho, pelo que estes regressaram de imediato ao Restelo.

A reunião parece ter sido bastante conflituosa. As opiniões sobre a decisão a tomar estavam divididas ao meio. Dos catorze elementos que a compunham, sete manifestaram-se a favor da partida, enquanto que os restantes sete decidiram-se pela negativa.

Perante tal impasse, os infantes voltaram de novo a Alhos Vedros no Domingo, 21 de Julho, para informar o rei dos resultados da reunião do Conselho, e este foi, no meu entendimento, o momento crucial do evento: o parecer favorável do rei, assim como do Conde de Barcelos e de Gomes Martins de Lemos que o acompanhavam, foi decisiva para o início de um dos fenómenos mais marcantes da História da humanidade. A frota deveria levantar ferro na Quinta-Feira seguinte, 25 de Julho, rumo a Ceuta.(...)

(in, António Ventura (2008), Alhos Vedros na Expansão Portuguesa. Alhos Vedros: Ed. Alius Vetus, Assoc. Cultural História e Património, Revista Foral 2014, nº2, p.19)