quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O Espírito dos Pássaros - Edições CEAV*



INTRODUÇÃO

Na sua eterna liberdade, o Pássaro Azul, ser que dá título ao primeiro conto deste livrinho, voando, veio até Alhos Vedros. Decerto por sentir alguma familiaridade com o lugar. A mim que me foi dada a honra e o prazer de ser seu anfitrião na sua passagem pela terra, disso deverei dar testemunho.

Alhos Vedros é terra de pássaros, também de pombos, e eu não podendo fugir ao sítio em que nasci e cresci, por razões que não vêm agora ao caso, sempre tive fortes ligações a uns e a outros.

Por etimologia, em parte por mim inventada, Alhos Vedros significa Homens Velhos com Asas. Uns dizem que a etimologia, polémica, da palavra remonta ao latim, outros que nem tanto, mas para mim encontro-lhe razão nessa singela definição. É verdade que não sou por ela o único responsável, mas livro à frente perceberão porquê.

Como, de vez em quando, vou gastando o meu tempo desta vida rascunhando algumas palavras, de repente percebi que tinha nas mãos um pequeno livro sobre os ditos pássaros. Todos reais, embora uns mais facilmente perceptíveis do que os outros. Nada foi fruto de arquitectada imaginação, bem pelo contrário, o livrinho é todo ele bem real.

Um livro sobre pássaros, dizia, esses misteriosos entes, mais que não seja pela facilidade com que desafiam a gravidade, em relações que atravessam muitas vezes a existência humana, num mundo mágico, desconhecido, incompreensível, bem diferente daquele que nos é dado pelo dia a dia da vida moderna, urbana, ocidental, globalizada.

No fundo, creio, que este Espírito dos Pássaros trata, sobretudo, de uma lição sobre a conquista da Liberdade, aspecto da vida que tanta importância tem para nós, onde os pássaros se constituem como uma boa fonte de inspiração. Espero que a contribuição seja efectiva e que possamos ser bem sucedidos.

Luis Santos

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* Casa de Estudos de Alhos Vedros
(Livro de Contos, e-book)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Liberdade é ser e não ser

A palavra que não rima com Amor mas que o complementa,

A liberdade até de poder não ser livre,

Até ao dia em que não se precisar mais de liberdade, porque se pode ser sempre, completamente.


Luis Carlos

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

ALTERNATIVAS

Falar um bocadinho de mim também não faz mal. Mesmo que seja num Jornal público, as questões privadas até podem interessar a outras pessoas. Afinal de contas, sempre que escrevemos ou falamos, as nossas referências são as nossas próprias vivências, as experiências vividas na primeira pessoa. A avalanca que faz girar o mundo é o Eu, o nosso eu, se for partilhado e/ ou vivenciado.
Não fiquem preocupados. Não vou contar a estória da minha vida, pois, afinal de contas sou apenas um Professor a tentar ser profissional, o melhor possível, dentro de todos os condicionalismos que hoje em dia são mais do que conhecidos.
No passado fim-de-semana estive em Formação. Mais uma das formações que nós, os Professores, fazemos, umas vezes por opção e gosto pessoal, outras por obrigação, em nome da carreira e da progressão. Desta vez foi por opção! A opção paga-se com fins-de-semana e com dinheiro, que se contabiliza em Euros.
A Presseley Ridgge, empresa americana está a expandir-se em Portugal com um conceito muito interessante: a Aprendizagem Vivencial. Não é um conceito novo em Portugal nem na Pedagogia conhecida. Tem origem e muitas semelhanças com as metodologias de Dewey, que resultaram em técnicas de trabalho de Projecto e em perspectivas que apostam no saber-fazer, vivenciado e construído pelo próprio aprendente. Aprende-se a partir do que se sabe e constrói-se saber, aprendendo. Aposta-se na investigação e na interacção.
A Aprendizagem vivencial, entre outras dimensões, dirige-se a um saber ser e estar que hoje em dia faz sentido nas Escolas portuguesas. Já lá vai o tempo em que o Professor apenas tinha como tarefa o saber-saber. Era o saber das matérias, dos conteúdos, que vulgarmente se designava por instrução. Hoje as Escolas têm de responder e corresponder a desafios mais exigentes, que se prendem com os domínios da educação, ou seja, com a aprendizagem do ser e do estar com os outros. A indisciplina é um facto e as famílias já não conseguem resolver estas questões, que agora foram devolvidas às Escolas. E esse é o maior dos Problemas. Diariamente os profissionais da educação se debatem com um difícil dilema: desculpar para integrar ou ser rígido e inflexível?
Mas, a Aprendizagem vivencial é muito mais do que isto e na sua essência poderia ser um referencial pedagógico e civilizacional. Este modelo posta na Formação de Adultos para que eles possam responder aos novos desafios. São os desafios da diferença cultural, da comunicação e da liderança, entre outros. Os Psicólogos e os Professores são os principais destinatários. Através de dinâmicas e de simples jogos aprende-se fazendo, digo, experimentando estratégias de comunicação, para melhor corresponder às dinâmicas muitas vezes incompreensíveis dos grupos de risco e das nossas Turmas em vias de risco permanente.
Ao contrário do que se diz, penso que o mal não está nas pedagogias, mas na escolha das melhores pedagogias. Uma pedagogia que olha as pessoas de frente que as ouve e que as põe a funcionar a partir de si próprias é a única que faz sentido. O sentido é tudo com o qual nos identificamos. E só aprendizagem efectiva quando as matérias e as estratégias fazem sentido. Porque será que muito jovens não se identificam com a Escola (digo, ensino) que frequentam? Qual o sentido daquilo que aprendem?
Para mim, fez muito sentido esta Formação em Aprendizagem Vivencial, que pode ser uma boa alternativa. Por isso recomendo e deixo aqui algumas referências electrónicas:

http://www.pressleyridge.org/

http://outform.org/outschool/OutSchool_Geral/OutSchool.html

in Jornal Margem Sul