O Salvador das Dores é um velho amigo. Quase desde que me lembro de mim, lembra-me dele. De modo que fui crescendo também a vê-lo passar.
Auxiliar de roupeiro do CRI, amante do jogo da sueca, frequentador diário de cafés e poeta das esquinas, nunca se lhe conheceu actividade por conta de outrém.
As más línguas dizem que nunca quis vergar a mola, mas eu cá por mim acho que ele teve a coragem de se reformar, por conta própria, antes ainda de atingir a maioridade. Talvez por ter crescido dentro de uma fábrica de cortiça, onde o seu pai trabalhou toda uma vida. Enjoou tanta responsabilidade.
Onde foi ele desenvolver tamanha habilidade não sei responder, mas ainda um dia destes lhe pergunto.
Luis Santos
Ora aqui está aquilo que eu chamo amor pelo próximo. Grandes frases pela salvação da humanidade não são nada, comparadas com o amor por aquele que nós conhecemos e por acções concretas que podem mudar realmente a vida do nosso vizinho. Falando de números, que é a linguagem que alguns entendem melhor: raramente dou alguma coisa para as grandes acções nacionais a favor de... ou de... Mas já dei
ResponderEliminar10, 20, ou 50€, a alguém que me pede directamente e que eu, por um motivo qualquer, acho verdadeiro. Não me importo que seja para beber um copo de "três" na tasca da esquina... Por que hão-de ser as minhas prioridades melhores? Se eu não tiver dinheiro para comprar as tintas que preciso para fazer a obra que quero, porque carga de água irei aceitar a recomendação do meu mecenas: -Vai comprar um pão e comer uma sopinha com estes 0.50€, ouviu? Já gastei bastante dinheiro a comprar cestos de cana verde, a um velhote que tinha um cão e que, em vez de pedir esmola, os vendia à porta da praça da Moita para comprar bebida para si e comida para o cão. Que homem grande, não era?
O verdadeiro amor não impõe condições.
PS. Gostava de saber quem escreveu este texto. É possível? Não tenho tempo para rever este comentário. Saíu assim, desculpem qualquer coisinha...
A.Tapadinhas
Esqueci-me de assinar. Não foi de propósito, mas já tinha reparado e assumido comigo mesmo a reparação do esquecimento. Até porque se trata de um blogue colectivo e não se responsabilizem os outros pelas nossas acções.
ResponderEliminarDe qualquer forma, meu amigo, está satisfeita a sua curiosidade.
Eu já sabia que tinhas de ser tu, meu amigo... Uma palavra: Parabéns!
ResponderEliminarAbraço.
A.Tapadinhas
SALVA-dor das dores, espectáculo.
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